Blog Chave De Ouro
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Enesto Che Guevara
Cientistas desvendam os últimos enigmas da formação das luzes polares
As luzes, ou auroras polares, brilham quase sempre, embora em geral
sejam fracas demais para serem observadas a olho nu. Só ocasionalmente
elas se transformam, em poucos segundos, naqueles espetaculares
fenômenos luminosos que parecem cobrir o céu com "cortinas vaporosas de
luz".
As luzes coloridas aparecem quando elétrons colidem com
átomos e moléculas de gás na alta atmosfera. Os pesquisadores
acreditavam já ter desvendado há tempos, de onde os "elétrons
celestiais" tiravam a energia necessária para desenvolverem uma
"velocidade turbinada": segundo sua teoria, com os elétrons e núcleos de
hidrogênio que o formam, o chamado vento solar levaria o campo
magnético do Sol até a Terra. Nesse processo, as linhas do campo
magnético solar se conectariam às terrestres - no lado diurno do nosso
planeta -, separando-se de novo a uma distância entre 100.000 e 200.000
quilômetros da Terra, para se unir novamente entre si. Essa interação
libera energia em forma de "ondas de Alfvén", que aceleram a viagem dos
elétrons do vento solar rumo à Terra, eletrizando as luzes polares até o
ponto da visibilidade a olho nu.
Mas essa explicação
apresentava um problema: de acordo com a teoria da Física, as ondas de
Alfvén, que transportam as partículas do vento solar, são lentas demais.
Para percorrer os 100 mil quilômetros mínimos, elas teriam de gastar
cerca de quatro minutos desde o seu ponto de partida até a Terra - mas
as medições mostraram que o "modo turbo" da luz polar já é acionado
pouco menos de um minuto depois que as linhas do campo magnético se
reconectam de novo.
Agora, cálculos simulados realizados por
Michael Shay, da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, sugerem
que, além das ondas de Alfvén "normais", provavelmente também se formam
as chamadas "ondas cinéticas de Alfvén" (KAW, na sigla em alemão): elas
transportam os elétrons muito mais rapidamente até a atmosfera terrestre
do que as ondas de Alfvén comuns. Como em uma tempestade, primeiro o
raio atinge a Terra e só depois se escuta o som do trovão
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