A
Geografia é a
ciência que estuda o conjunto de fenómenos naturais e humanos que constituem aspetos da superficíe da
Terra, considerada na sua distribuição e relações recíprocas. A Geografia estuda a
superfície terrestre. A origem etimológica do termo é derivada dos radicais gregos
geo = "Terra" +
graphein = "escrever". Descreve as
paisagens que resultaram da relação entre o
homem e a
natureza.
Desde a mais alta antiguidade o homem se preocupava com o conhecimento
do espaço em que vivia. Às vezes esse conhecimento era uma resposta
desejada pela curiosidade. Outras vezes tais conhecimentos tinham
objetivos
econômicos ou
políticos. O modo como é tratado sistematicamente o conhecimento da
Terra
é o objetivo específico da Geografia. A Geografia é uma disciplina que
nasceu na própria origem humana. Mas só se tornou uma ciência somente
depois que a
civilização grega floresceu.
A superfície terrestre é composta basicamente da
atmosfera, da
litosfera, da
hidrosfera e da
biosfera. É o
habitat, ou
meio ambiente. Nela vivem os
seres humanos, os
animais e as
plantas.
A área da superfície da Terra é habitável. Ela apresenta diversas
características. Uma das principais é a complexidade interativa dos
elementos
físicos,
biológicos e
humanos. Dentre esses elementos podemos citar o
relevo, o
clima, a
água, o
solo, a
vegetação, a
agricultura e a
urbanização. Outra característica é como o ambiente varia muito de um lugar para outro, conforme os lados antagônicos: de um lado os
trópicos e, por outro as
regiões polares frias, os
desertos áridos ao contrário das
florestas equatoriais úmidas, as vastas
planícies rebaixadas em contraposição às
montanhas íngremes e as superfícies geladas e despovoadas em oposição às grandes
metrópoles
que ultrapassam os milhões de habitantes. Outra característica ainda é a
regularidade de determinados fenômenos já registrados. Trata-se dos
climáticos.
A regularidade dos fenômenos climáticos permite que se generalize sua
distribuição no espaço geográfico. Os exemplos mais verdadeiros são as
medidas
térmicas e
pluviométricas. As medidas térmicas e pluviométricas são os principais elementos climáticos para a
agropecuária e outras atividades feitas pelo homem.
A geografia tem quatro preocupações particulares. Primeiro, a
localização de seu objeto. Segundo, as inter-relações com os fenômenos (especialmente a relação entre a
humanidade e o
território, igualmente à
ecologia). Terceiro, a
regionalização. E, quarto, as áreas correlatas. Procura saber sobre os lugares onde há
civilização, sua distribuição acima da superfície da Terra e os fatores de
ambiente,
cultura,
economia e relativos à
recursos da natureza.
Esses fatores têm influência nessa distribuição. Trata-se de uma
tentativa de respostas a perguntas sobre a possibilidade de
reconhecimento populacional de uma região,
modus vivendi e cultura e sobre os
movimentos e relações ocorridas nos
lugares diferenciados. Foi sistematizada como disciplina acadêmica em atribuição aos
pesquisadores Alexander von Humboldt e
Carl Ritter, que viveram no
Século XIX. O profissional desta disciplina é o
geógrafo.
A origem etimológica do nome "geografia" é derivada do
vocábulo grego geographía (
γεογραπηία), que significa "descrição da Terra" e "
carta geográfica". O termo é composto pelos radicais gregos
geo = "terra", +
graphein = "descrever". O nome da disciplina é representado no
latim como
geographia . Esta é a fonte do
eruditismo em cinco línguas europeias: em
língua portuguesa e
italiana,
geografia (
século XVI); em
língua espanhola,
geografía, (
1615); em
língua francesa,
geographie (aproximadamente 1500); em
língua inglesa,
geography (século XVI). A palavra inglesa
geography é um empréstimo do vocábulo francês e
alemão Geographie (século XVI). em
língua francesa,
geographie (aproximadamente 1500); O vocábulo alemão
Erdkunde é derivado de duas palavras:
Erde = "terra", +
Kunde = "conhecimento". Esta palavra foi registrada pelo especialista em linguística alemão Johann Christian Adelung (
1732-
1806), em
1774.
Erdkunde é uma tradução de
Geographie.
O conceito de geografia[editar]
A geografia é uma
ciência que estuda a relação que a
Terra tem com os seus
habitantes. O desejo dos
geógrafos é o conhecimento do lugar onde vivem os
homens, as
plantas e os
animais, a localização dos
rios, dos
lagos, das
montanhas e das
cidades. Estudam o que motiva o encontro e a localização desses
elementos e suas inter-relações. A origem etimológica da palavra "geografia" é derivada do grego
geographía (
γεογραπηία), cujo significado é
descrição da Terra.
A grande dependência da geografia pertence à outras áreas do
conhecimento
para a obtenção de informações básicas, em especial em algumas
subdivisões da ciência. São utilizados pela geografia os dados da
química, da
geologia, da
matemática, da
história, da
física, da
astronomia, da
antropologia e da
biologia e principalmente da
Ecologia, pois tanto a
Ecologia
como a Geografia são estudos que se inter-relacionam, justamente porque
sua preocupação são as análises biológicas, de fatores geológicos e dos
ciclos biogeoquímicos dos Ecossistemas, isto é, dos seres vivos
(inclusive os
povos) que se relacionam com o seu
meio ambiente.
São utilizadas pelos geógrafos numerosas técnicas, como
viagens,
leituras e estudo estatístico. Os
mapas
são o instrumento e meio de expressão mais importante do profissional
da geografia. Além do estudo de mapas, esses desenhos são atualizados
pelos geógrafos porque eles mesmos são pesquisadores especializados,
garantindo ainda mais o nosso conhecimento geográfico.
Como o conhecimento da geografia tem fundamental importância no
cotidiano das pessoas, começa-se a aprender geografia no
jardim de infância ou no
ensino fundamental e chegando até a
universidade. O estudo da geografia tem como objetivo básico o desenvolver o fato de saber para onde vai
dirigir um
meio de transporte, de ser capaz de ler mapas, de compreender as relações espaciais e de conhecer o
tempo, o
clima e os recursos naturais.
O
homem sempre teve necessidade e utilização própria do conhecimento geográfico. A necessidade dos povos
pré-históricos era o encontro de cavernas para habitação e reservas regulares de
água. Também era necessidade dos povos primitivos a habitação nas proximidades do lugar da
caça.
Tinham capacidade de localização dos rastros deixados pelos animais e
as trilhas por onde os inimigos andavam. A utilização feita pelos povos
primitivos eram do
carvão ou da
argila colorida para o desenho dos mapas primitivos de sua região nas paredes das cavernas ou nas secura das peles dos animais.
Com o passar do tempo, o aprendizado do homem era a prática da
agricultura e a domesticação dos animais. Era forçada por essas atividades a atenção prestada ao clima e à
localização dos
pastos. Mas o fato de estender o seu conhecimento era restrito à possibilidade da
distância a ser percorrida num só
dia.
Nos dias de hoje, nós não podemos ter a satisfação com um
conhecimento geográfico que se restringe à área de adjacência das nossas
casas. Atualmente, nem mesmo é o bastante as pessoas terem conhecimento das proximidade das terras e dos
mares, como era comum acontecer durante o
Império Romano. Para satisfação do que nós necessitamos conhecer, é necessário ter um pouco de conhecimento da geografia da Terra inteira.
Antiguidade greco-romana[editar]
Os primeiros registros de conhecimentos geográficos são encontrados em relatos de viajantes no
século V a.C. Um famoso exemplo de viajante daquela época foi o
grego Heródoto, o pai da história. O conhecimento dos cidadãos da
Grécia Antiga a respeito da
Terra era grandemente avançado.
Especialistas em filosofia como
Pitágoras e
Aristóteles tinham a crença de que a Terra era
redonda. No
século III a.C.,
Eratóstenes de Cirene foi o primeiro a utilizar a palavra
Geografia. Esta palavra aparece escrita numa obra de domínio público denominada
Geografia. O cientista grego fez o cálculo da circunferência da Terra com aproximação gigantesca.
Depois, o
geógrafo e
historiador grego
Estrabão
selecionou todo o conhecimento clássico sobre Geografia. Todo esse
conhecimento encontra-se reunido numa obra de 17 volumes sobre a época
em que
Jesus Cristo viveu. Esta publicação se tornou a única referência sobre obras
gregas e
romanas desaparecidas. Outra importante contribuição foi a do
astrônomo e geógrafo
Ptolomeu. Ptolomeu viveu no
século II da
era cristã. Por mais que o astrônomo tivesse grande contribuição, seus estudos apresentavam erros.
Idade Média, Renascimento e Iluminismo[editar]
"
Nova Orbis Tabula in Lucem Edita" (Frederik de Wit, c.
1665).
Devido à
queda do
Império Romano no Ocidente, o conhecimento geográfico greco-romano foi perdido na
Europa. Porém, entre os
séculos XI e
XII foi preservado, revisto e ampliado por geógrafos
muçulmanos da
Península Arábica. Mas os acréscimos e acertos feitos pelos geógrafos árabes
Edrisi,
Ibn Battuta e
Ibn Khaldun foram ignorados pelos pensadores europeus. Durante as
cruzadas, foram retomadas as primeiras teorias. Assim, os erros de Ptolomeu continuaram no
Ocidente até as Grandes Navegações. As
Grandes Navegações passaram a reabastecer a
Europa de informações mais detalhadas e exatas sobre o restante do mundo. Em
1570, o
cartógrafo flamengo Abraham Ortelius organizou diversos mapas num livro só. Seria este, talvez, o
atlas mais antigo do mundo.
Capitão James Cook (1728-1779).
Uma importante personalidade que retomou os estudos de geografia foi o alemão
Bernhardus Varenius (Bernhard Varen). O livro
Geographia generalis (1650;
Geografia geral)
sofreu várias revisões. Este livro continuou sendo a principal obra de
referência durante um século ou mais. O cartógrafo mais importante do
século XVI também era de Flandres:
Gerardus Mercator.
Gerardus Mercator (Gerard de Cremer) ficou famoso por criar um novo
sistema de projeções. O então cartógrafo aprimorou os sistemas de
projeções que utilizavam longitudes e latitudes.
No
século XVIII,
James Cook fez a fixação de novos padrões precisos e técnicos em
navegação. Foi responsável pelas
viagens científicas. Na segunda viagem, circunavegou o
globo. Esta viagem científica ocorrida entre
1772 e
1775 foi o mais famoso de seus itinerários. Na
França foi criado o primeiro estudo de pesquisadores sobre topografia detalhada de um grande
país. Este trabalho intelectual foi realizado entre os séculos
XVII
e XVIII por quatro gerações de especialistas em astronomia e
profissionais de pesquisa da família Cassini. A partir do trabalho, o
atlas nacional da França foi publicado pela primeira vez em
1791.
Como muitos que o antecipavam,
Alexander von Humboldt
fez uma proposta de conhecimento sobre as demais partes do mundo.
Apesar dessa proposta, acabou por fazer a distinção por dois objetivos.
Primeiro, pela cautelosa elaboração que antecipava suas viagens
bem-sucedidas. E, segundo, pela busca e exatidão de suas análises. São
de especial interesse seus estudos sobre os
Andes. Estes estudos foram feitos numa viagem às
Américas Central e do
Sul. Isso ocorreu entre
1799 e
1804. Inicialmente, foi feita uma descrição sistemática e inter-relacionada de cinco características. São elas:
altitude,
temperatura,
vegetação e
agricultura em
montanhas que se localizam em regiões de latitude em direção à linha do Equador.
Surgimento da Geografia moderna[editar]
Humboldt apresentou as bases da Geografia moderna. As bases da
Geografia moderna tinham destaque na análise direta e nas medições
precisas como base para leis generalistas. O especialista em filosofia
Immanuel Kant foi autor da obra
Kritik der reinen Vernunft (
1781:
Crítica da razão pura).
Na obra, Kant definiu de modo satisfatório o lugar da Geografia em
relação às diferentes áreas do conhecimento. A definição de Kant afirma
que a Geografia lida com os fenômenos espaciais. É a mesma coisa que
dizer que a história lida com os fatos já ocorridos no passado. Tanto
Kant quanto Humboldt ensinaram Geografia física e eram da mesma época
que
Carl Ritter.
Carl Ritter era professor da primeira cadeira de Geografia estabelecida
numa instituição de ensino superior dos tempos modernos.
Três inovações institucionais do
século XIX também exerciam importante função no surgimento da Geografia moderna. Primeiro, o novo retrato das
instituições de ensino superior.
Segundo, a fundação de sociedades geográficas e as perguntas sobre
aspectos e recursos naturais que os governos de várias nações
patrocinavam. E, terceiro, a implantação de estações que se dirigem à
análise geográfica sistemática ajudou na elaboração de mapas com dados
sobre vários fenômenos da natureza.
Friedrich Ratzel, líder da escola determinista (1844-1904).
Paul Vidal de La Blache, líder da escola possibilista (1845-1918).
A Geografia é uma disciplina universitária, isto é, um campo de
pesquisas e estudos avançados em instituições de ensino superior. A
disciplina geográfica foi estabelecida assim na
Prússia nos
anos 70 do século XIX.
Depois estabeleceu-se na França e nos demais países europeus. Entre os
mais importantes conhecedores dessa época de processo expansivo e
explicação definitiva do objeto geográfico estavam o especialista em
geografia e geologia
alemão Ferdinand von Richthofen.
Ferdinand von Richthofen escreveu uma grandiosa enciclopédia de cinco
volumes. Esta publicação enciclopédica trata de temas relacionados à
Geografia da China. Ferdinand Paul Wilhelm provocou o desenvolvimento do método geográfico na Alemanha e nas demais nações. Outro alemão,
Friedrich Ratzel, líder da escola
determinista, escreveu trabalhos pioneiros em Geografia humana e política. Para Ratzel, o meio natural condiciona a atividade humana.
A quantidade de geógrafos com formação acadêmica avançada cresceu
muito. Esse fator fez com que surgissem diferenciadas correntes no
interior da área do conhecimento. Diferem quanto aos pontos de vista e
na ênfase dada a certas características. Apesar disso, a preocupação de
todas as escolas foram as questões próprias da civilização humana e suas
diferenças inter-regionais.
Paul Vidal de La Blache encabeçava a escola
possibilista.
A escola possibilista acreditava que a natureza oferece diferentes
escolhas possíveis do ser humano em cada área geográfica. Paul Vidal de
La Blache foi um dos principais responsáveis por fazer surgir a
disciplina geográfica dos tempos modernos na França. Deve-se a ele a
explicação definitiva do campo da Geografia regional. Esta explicação
definitiva destacava-se no estudo de áreas de menor porte e homogêneas
de modo relativo. Foi o primeiro professor de Geografia da
Sorbonne.
Paul Vidal de la Blache realizou o planejamento de uma obra gigantesca.
Esta enciclopédia tratava de temas relacionados à Geografia regional no
mundo inteiro. Entretanto, a vida de La Blache era muito curta para
terminar de publicar a futura enciclopédia.
Géographie universelle (
1927-
1948)
foi concluída por seu colega de faculdade Lucien Gallois. Esta coleção
de livros é uma das melhores publicações impressas sobre Geografia
regional.
William Morris Davis (1850-1934).
No
século XX,
a Geografia evoluiu rapidamente. A disciplina geográfica recebeu novas
conceituações e métodos. No começo, a geomorfologia foi o campo
geográfico de maior atração. Na geomorfologia, predominam as teorias do
americano William Morris Davis.
William Morris Davis na primeira metade do século XX, foi desenvolvedor
do conceito de ciclo de erosão. O especialista em geomorfologia
constituiu uma nova geração de profissionais da geografia.
Até a metade do século XX, focalizou-se em particular a
Geografia Regional e a grande quantidade de
lugares e
povos do mundo. Depois da
Segunda Guerra Mundial,
os profissionais da Geografia regional de modo frequente se associavam
com a realização de programas econômicos em áreas subdesenvolvidas. Nos
anos 60 do século XX,
a atenção se voltou para dois objetivos. Primeiro, o aperfeiçoamento de
metodologias de quantidade. E, segundo, a ação construtiva de padrões
sistemáticos relacionados à natureza e o homem. No final dos anos 1960 e
começo dos anos 1970, voltaram a serem discutidos os cuidados com o
meio ambiente. Antes disso, esse tema foi relativamente esquecido por muito tempo.
Nas anos
1970 e
1980,
surgiram modelos de quantidade que se baseiam em grandes grupos de
dados calculados em censos e demais tipologias de pesquisa foi entendido
por alguns profissionais de geografia como um exagero de ideia fixa com
o espaço abstrato, em consequência ou em virtude do prejuízo ou dano
causado à localização terrestre. Exigia-se, então, um tratamento mais
comportamental. De acordo com a exigência, o envolvimento do tratamento
mais comportamental era de percepções e escolhas únicas. Além disso, os
geógrafos desejavam uma geografia mais humanística. Outras facções
exigiam que tratassem de assuntos radicais. Porém, permeando todas as
alterações, havia a intenção comum de favorecer quatro elementos.
Primeiro, os seres humanos e suas sociedades. Segundo, o meio ambiente
físico e biológico. Terceiro, o caráter regional de certas ocorrências;
E, quarto, as associações e relações que acontecem em todas as regiões.
Estas últimas podem ser observadas tanto do ponto de vista ecológico
como sistêmico.
Ainda no século XX, se espalharam as fontes de dados estatísticos. Em
especial, foram realizados censos demográficos de diversos países. A
fotografia aérea
demonstrou que é um novo e útil instrumento de trabalho. No entanto,
ainda mais eficientes e que cumprem os requisitos tecnológicos foram as
possibilidades abertas pelo
sensoriamento remoto. Isso se favoreceu com duas inovações tecnológicas: primeiro, a partir de
satélites artificiais; e, segundo pelo uso de
notebooks na abordagem de grandes quantidades de dados.
O objetivo central do estudo da Geografia é a
superfície da Terra.
A superfície da Terra sofreu rápidas alterações na segunda metade do
século XX. Os geógrafos começaram se preocupar com vários outros
problemas. Esses problemas não são apenas preocupações dos geógrafos,
mas também dos
cientistas e
acadêmicos de diversas outras áreas. Os problemas de maior preocupação dos geógrafos são os seguintes: a
desertificação é causada tanto pelas frequentes secas quanto pela atividade humana; o
desmatamento de
florestas equatoriais afeta de maneira negativa o frágil
equilíbrio ambiental; o perigo de
desastres naturais de todos os tipos são também acidentes que os seres humanos causam, em particular os
nucleares; a
poluição ambiental, como a
acidez da chuva e o
ar poluído nas
cidades; as altas taxas de
crescimento populacional
fazem com que as pessoas sejam incapazes de sobreviver em certos países
de poucos recursos; o problema da desigualdade entre as regiões na
divisão dos recursos e das riquezas; a ameaça da
fome e da
miséria é agravada por problemas econômicos e políticos.
Entre os campos possíveis de desenvolvimento da Geografia encontram-se três perspectivas a seguir. Em primeiro lugar, os
recursos minerais e de demais tipos nos
oceanos são explorados. Em segundo lugar, a
engenharia genética é usada para o crescimento da produtividade agrícola e a solução de problemas que as
pragas
criaram; estes problemas atrapalham a expansão dos cultivos em diversas
regiões do mundo. E, em terceiro lugar, a supercondutividade é
aperfeiçoada para a melhoria do problema da distribuição de
energia elétrica.
Todos esses problemas e perspectivas envolvem questões geográficas.
Estão ligados a fatores naturais e humanos e a sua distribuição
espacial. Estas dificuldades e dimensões apresentam sempre novos
desafios para os especialistas.
Novas perspectivas de análise[editar]
Karl Marx (1818-1883).
Na segunda metade do
século XX apareceram recentes maneiras de análise da
superfície terrestre e as relações de estabelecimento do
ser humano com o meio em que vive. Entre as principais podemos citar:
-
Geografia da percepção: esta facção tem uma relação com a disciplinas psicológica e sociológica.
Leva em conta que qualquer indivíduo tem sua visão apropriada do meio
em que vive. Por seu turno, a geografia da percepção é regularizada por
mudanças na economia, na sociedade, na cultura e nas pessoas.
Como consequência, as ligações entre o ser humano e o meio são
diferenciados para cada indivíduo devido à sua compreensão da realidade.
-
Geografia radical: tem fundamento nas obras escritas pelo pensador alemão Karl Marx (1818-1883).
Esta tendência é centrada na observação analítica dos processos
ocorridos na sociedade. Entre esses processos podemos citar a desigualdade, o subdesenvolvimento e a pobreza.
A principal finalidade da geografia radical é o melhoramento da
compreensão das ligações homem-meio como mudança anterior para o direito
de alteração dos aspectos ruins da vida real. Esta facção, em oposição
ao poder político,
coloca a geografia ao alcance da sociedade e aparece como tentativa de
responder às desigualdades sociais que existem no mundo.
-
Geografia de gênero: esta dimensão foi criada na década de 1980 no Reino Unido e nos Estados Unidos, em curta ligação com o movimento feminista. Fazia a observação analítica de assuntos como a desigualdade feminina no ingresso na política, no trabalho e nos serviços sociais. As relações entre indivíduos dos sexos masculino e feminino em cada área geográfica e a função da mulher na sociedade.
As metodologias de trabalho da Geografia, baseados de modo
tradicional na observação analítica da vida real; na conquista de dados
por intermédio do
trabalho de campo; na descrição dos acontecimentos e ambientes geográficos; e na observação analítica por meio de instrumentos
estatísticas, tiveram evolução rápida nas recentes décadas graças aos avanços da computação e ao uso de sistemas de análise remota da
superfície da Terra, como as imagens de satélite.
Geografia no Brasil[editar]
Milton Santos (1926-2001).
Quanto ao conhecimento geográfico no
Brasil, não se pode deixar de observar a grande importância e influência do Geógrafo mais reconhecido do país seguido de
Aziz Ab'Saber e seu pioneirismo, não por profissão, mas por méritos,
Milton Santos.
Com várias publicações, Milton Santos, tornou-se o pai da Geografia
Crítica que faz análises e fenomenológicas dos fatos e incidências de
casos. Isso é importante, visto que a Geografia é uma ciência global e
abrangente, e somente o olhar geográfico aguçado consegue identificar
determinados processos, sejam naturais ou sócio-espaciais. Vale
ressaltar também os importantes estudos do professor
Jurandyr Ross, que se dedicou a mapear, de forma bastante detalhada, o relevo brasileiro além das inúmeras publicações do professor doutor
José William Vesentini que se tornaram referência no estudo da
Geografia no Brasil.
Não podendo esquecer de geógrafos como
Armen Mamigonian,
Manuel Correia de Andrade, Roberto Lobato Corrêa,
Ruy Moreira,
Armando Correa da Silva,
Antonio Cristofoletti,
Ariovaldo Umbelino de Oliveira, entre outros de outras épocas, não tão conhecidos como os que fizeram suas carreiras na
Universidade de São Paulo.
Subdivisões[editar]
Existem elementos muito variados na superfície da Terra. O
estabelecimento das relações entre eles é muito complexa. A geografia
está subdividida em diferenciados ramos. Por esses dois motivos,
qualquer um desses ramos apresenta especial atenção a um certo fenômeno
geográfico. Mas a interdependência que existe transforma a divisão entre
as ramificações diferenciadas numa grande difusão. Isto se deve ao fato
de que todos eles se inter-relacionam de um modo ou de outro.
O primeiro grau de divisão faz a distinção entre a
geografia regional
e a geografia geral ou sistemática. A geografia regional é o estudo da
maneira circunstancial da combinação elementar e os fatores geográficos
para traçar as
regiões ou
paisagens.
O objetivo da geografia geral ou sistemática é o descobrimento dos
princípios gerais. Esses princípios generalistas são a explicação das
mais variadas paisagens que existem na Terra. Devido à tipologia da
análise de elementos, a geografia geral é subdividida em duas
disciplinas: a geografia física e a geografia humana.
Geografia física[editar]
-
Esta disciplina é a análise as diferentes variações da natureza ocorridas num certo
lugar. A geografia física considera tanto os aspectos ambientais como a sua ligação com o
ser humano.
Exemplos destas pesquisas são o choque da atividade do homem sobre a
natureza, ou a solução do ser humano para as características ambientais.
Certos geógrafos físicos aplicam-se para estudar as formas do
relevo, como as formações
montanhosas e as
terras baixas. Outros dedicam-se ao estudo dos
oceanos, do
clima e do
tempo. Uma das ramificações da disciplina geográfica aplica-se a
localização dos pontos precisos no
globo terrestre. Qualquer uma dessas ramificações consiste quase numa ciência independente e possui nome próprio.
De acordo com o fenômeno natural analisado, a geografia física é dividida nas áreas subsequentes:
-
Climatologia: é o estudo analítico das situações condicionais da atmosfera terrestre caraterísticas de um certo local ou território regional. A climatologia faz a observação dos valores medianos dos elementos climáticos. Entre os elementos climáticos podemos citar a chuva e a temperatura. A precipitação e a temperatura são elementos observados pela climatologia em todas as zonas da superfície terrestre. A climatologia faz o estabelecimento da divisão de cada tipo climático no nosso planeta. A climatologia é o estudo da influência climática nas formações vegetais, pedológicas e geomorfológicas; E, por último, a climatologia apresenta uma especial atenção à relatividade que existe entre o estado climático e o indivíduo da espécie Homo sapiens. Esta área do conhecimento tem relação com a disciplina meteorológica. Por esse motivo, o objeto de estudo da climatologia e da meteorologia é a atmosfera.
-
Geomorfologia:
é o estudo dos aspectos das formas irregulares de relevo que existem na
superfície terrestre. A geomorfologia dá atenção aos processos que
deram origem aos mais diversos fatores. Exemplos desses fatores são os terremotos e os maremotos da crosta terrestre; as pedras que se levantaram e afundaram; e os terremotos que se transformaram respectivamente pela erosão.
No interior desta área do conhecimento esses exemplos são identificados
pela geomorfologia histórica. A geomorfologia histórica possui relação
com a disciplina geológica.
A geomorfologia histórica faz a análise do processo evolutivo das
formações de relevos ao passar dos tempos. A geomorfologia dinâmica faz a
análise dos processos majoritários em se transformou o relevo atual.
-
Biogeografia: se relaciona com as disciplinas biológica, ecológica, botânica e zoológica. A biogeografia é o estudo do espalhamento dos seres vivos na superfície da Terra, as ligações que existem entre as diferenciadas espécies dos reinos Animal e Plantae.
Estuda também os fatores afetantes do seu espalhamento. Entre estes
fatores podemos citar o clima, os solos e o relevo. A biogeografia é
constituída de outras áreas do conhecimento com mais precisão. A fitogeografia estuda os tipos de vegetação. E a zoogeografia
estuda cada característica que tem relação com o espalhamento e a
diversidade das espécies do reino Animal. A biogeografia histórica
estuda como estão distribuídos os elementos da biota (espécies dos
reinos Plantae e Animalia). A biogeografia histórica considera a evolução diacrônica dos animais e das plantas.
-
Hidrologia: é o estudo dos aspectos do agrupamento que é constituído pelas águas existem no nosso planeta. De acordo com a hidrologia, as águas podem existir tanto na superfície da Terra como no subsolo. As águas superficiais e subterrâneas compõem o que podemos chamar de hidrosfera. Entre outras características, a disciplina hidrológica faz exploração das propriedades físicas e químicas da água, o seu espalhamento e passagem na superfície da Terra. Estuda também as ligações que existem entre as massas de água e os outros elementos que constituem o nosso planeta (seres vivos, continentes e massa de ar atmosférico). A ligação da água com diversos elementos do Sistema Solar faz com que a hidrologia se associe a outras disciplinas meteorológica, química, física, a geológica e a biológica.
-
Edafologia: estuda os aspectos físicos e químicos das formações pedológicas. Estuda também a tipologia de substratos que existem e o respectivo espalhamento na superfície da Terra.
-
Geografia matemática: é o estudo do espaço e do tempo, da forma da terra e da localização geográfica
precisa das regiões da Terra. A geografia matemática localiza os
diferentes lugares do globo terrestre. A fim disso, os geógrafos fizeram
a divisão da superfície terrestre Terra através de duas linhas
imaginárias. As duas linhas imaginárias são denominadas meridianos e paralelos. Cada lugar do mapa-múndi pode se localizar através dessas linhas.
-
Oceanografia: é o estudo das ondas do mar, das marés, das correntes oceânicas e da profundidade dos oceanos.
-
Meteorologia: estuda o tempo, o ar em movimento, as as variações térmicas, da nebulosidade, da precipitação pluviométrica e das precipitações nevosas.
Biogeografia[editar]
A
biogeografia é o estudo os fenômenos biológicos ocorridos na
superfície terrestre. A biogeografia pode ser subdividida em dois ramos:
-
Geografia vegetal: o especialista nessa área faz o estudo dos tipos climáticos, pedológicos e demais fatores determinantes da vida vegetal de um território regional.
-
Geografia animal: estuda a distribuição geográfica dos animais e das aves
dos variados territórios regionais. A tentativa do especialista nessa
área é fazer a determinação do motivo da vida de determinados animais
num território regional e outros em outra região. Uma das fases de
grande interesse da zoogeografia é o fato de que os pássaros e os animais migram.
Geografia humana[editar]
-
A área da
geografia humana estuda o
homem e o
meio em que vive, seus aspectos,
hábitos costumeiros,
idiomas,
credos religiosos,
profissões e necessidades. A geografia humana é o estudo disciplinar dos diferenciados processos em que o
ser humano
está presente. A geografia humana dá especial atenção ao seu
espalhamento na superfície da Terra e às ligações que se estabelecem com
os
fenômenos naturais. É dividida em áreas diferenciadas:
-
Geografia populacional: é o estudo dos cálculos populacionais com informações matemáticas sobre nascimentos, mortes, batismos, anos de estudo, idade, casamentos, divórcios, separações e muito mais.
-
Antropogeografia: conhecida etimologicamente como geografia do homem, estuda os seres humanos e o meio em que vive. É de grande importância e é muito dividido que de modo prático é constituído por uma só uma disciplina independente.
-
Geografia econômica: estuda, entre as demais características, como são distribuídos os recursos naturais e os aspectos das atividades econômicas. Os recursos naturais e as atividades econômicas são desenvolvidas no território (de acordo com a atividade analisada, faz-se a distinção entre geografia agrária, geografia industrial, geografia turística, etc.). Possui relação com a economia.
-
Geografia social:
também chamada Geografia da população, estuda as diferenças que existem
nas comunidades humanas organizadas, especialmente no que se refere ao
fato de que a população se distribui desigualmente no nosso planeta, à
maneira do qual que é constituída (devido a fatores como a idade, o sexo, a educação e o trabalho) e à sua história. Está, de modo estrito, relacionado à demografia.
-
Geografia urbana: estuda a localização, as vias públicas de transporte, as zonas residenciais, comerciais, industriais, públicas e a história evolutiva das cidades
(seja ela política, econômica, social, ambiental, etc.). Estuda também
as atividades que nelas são desenvolvidas. Está relacionada com as
disciplinas urbanística e arquitetônica. De modo contrário, a denominada geografia rural estuda as características iguais à da urbana nas regiões geográficas de densidade populacional espalhada.
-
Geografia política: é o estudo da organização política dos povos. Estuda também onde ficam os Estados e de que forma eles se organizam e como evoluíram as fronteiras ao longo dos tempos.
-
Geografia histórica: tem como preocupação as seguintes perguntas: Como a população se formou ao longo dos tempos? Como a sociedade se organiza? Quais são as ligações criadas pela organização social com a natureza?
Ao longo dos tempos uma diversidade de modos de visão do estudo da geografia humana apareceu, como:
Geografia regional[editar]
Regiones culturais da
Europa.
Europa Central
Europa Oriental
Europa Setentrional
Europa Ocidental (vista parcial)
Europa Meridional
Países da Asia que possuem territórios na Europa
Esta ramificação é o estudo dos
panoramas paisagísticos ou os
territórios regionais terrestres. A geografia regional identifica os aspectos das paisagens e das regiões. Analisa os
fenômenos da natureza e da civilização humana. Os fenômenos da natureza e da civilização humana aparecem acima de um determinado
espaço. A geografia regional estabelece as diferenças que existem entre cada região geográfica. A
geografia regional cria, nas suas observações analíticas,
subdivisões em níveis diferenciados. Exemplos desses níveis são os
continentes da
Europa e da
América; as
bacias fluviais do
rio Amazonas; os
mares Mediterrâneo e das
Antilhas; e as grandes
áreas metropolitanas de
Londres e
São Paulo.
A geografia regional é uma ramificação de resumo no que integra
qualquer um dos elementos e ligações que existem num zoneamento da
superfície da Terra. Isto difere no estudo do espaço geográfico tanto no tipo físico como no humano. O tipo físico inclui
clima,
relevo,
solos, e
vegetação. E o tipo humano inclui
densidade demográfica,
atividade econômica e infraestrutura.
Há muitas interpretações do que seria o
objeto geográfico.
Ratzel afirma que a Geografia estuda as
relações recíprocas entre sociedade e meio, entre a vida e o palco de seus acontecimentos. Filósofos que buscaram criar uma ontologia marxista, como
Georg Lukács, influenciaram a construção de um modelo de análise do objecto da Geografia.
Milton Santos se debruçou sobre a construção de um modelo ontológico, explicitado na análise dialética do movimento da
totalidade para o lugar.
Uma afirmação comum é de que
Há tantas geografias quanto forem os geógrafos.
Apesar de as múltiplas possibilidades de orientações teórico
metodológicas caminharem em direções diferentes, deve-se respeitar a
caracterização da Ciência Geográfica e as formulações acerca de seu
objecto.
Cabe ainda afirmar que a distinção entre
Geografia Humana e
Geografia Física
se refere aos ramos da Ciência Geográfica, pois as Geograficidades não
apresentam essa fragmentação, decorrente exclusivamente da construção do
conhecimento sobre a realidade.
De qualquer forma a ciência deve dar conta de questionar a relação
dialética do homem com a natureza, é impossível analisar o "meio
natural" sem entender a relação que tem com o homem e da mesma forma é
impossível analisar o "meio social" sem compreender as determinações que
vem da relação que tem com a natureza. Há ainda discussões entre a
Geografia técnica e a Geografia escolar, porem ambas as parte do
conhecimento cientifico apurado através do questionamento da
razão, ou seja, "advém" da filosofia grega.
Epistemologia[editar]
A Geografia como
ciência surge sob forte influência do
Positivismo Lógico.
E essa condição se expressa em grande parte nos estudos de geografia
até hoje. Entretanto, a Ciência evoluiu e transformou as suas
orientações teórico-metodológicas.
Sobre a sua epistemologia, é proverbial ressaltar um problema não só
da geografia, como também de todas as ciências ambientais: Os recursos
metodológicos utilizados na verificação dos postulados ou estudos
geográficos são oriundos aos primeiros passos do
naturalismo (
Humboldt e
Ritter).
É fácil concluir que em detrimento de diversas mudanças na temática ambiental, as
ciências ambientais
não poderiam utilizar recursos verificatórios de um lapso cronológico
em que a vertente ambiental não provia atenção alguma da mídia e menos
ainda dos poderes políticos, que enxergavam apenas o fortalecimento de
suas economias em função de uma interminável exploração e esgotamento
dos recursos naturais. Então, é extremamente necessário pensar em uma
nova epistemologia, não só para geografia, mas para as demais ciências
autodenominadas "ambientais".
Com o surgimento da discussão a respeito de um estatuto próprio para as
Ciências Humanas, a Geografia sente a necessidade de revisar sua
epistemologia. Os críticos do
positivismo, sob influência do
Historicismo de
Hegel e
Dilthey, afirmavam ser impossível manter a objetividade e a neutralidade do conhecimento científico. Um exemplo claro é a ideia de
Incomensurabilidade do Conhecimento, de
Thomas Kuhn, na qual afirma a impossibilidade de separar os conceitos e juízos de valor do conhecimento dito neutro.
Ainda no contexto do embate
historicismo x
positivismo surgem dois grandes nomes da Geografia:
Friedrich Ratzel e
Vidal de La Blache. O primeiro, influenciado por Ritter e
Haeckel, notabilizou-se pelos estudos de
Geografia Política
e de alguma forma ajudou a consolidar a Geografia de Estado. Já o
outro, empirista, trabalhou principalmente sobre o conceito de Gênero de
Vida e afastou a Geografia das relações com a
sociologia, então representada pela morfologia social de
Émile Durkheim. Essa condição é exemplificada na famosa definição:
Geografia é a ciência dos lugares e não dos Homens.
La Blache e Ratzel representavam respectivamente as escolas Francesa e
Alemã em uma época em que as universidades se fecharam em seus próprios
países criando escolas nacionais.
Lucien Febvre, historiador francês, em seu livro
A Terra e Evolução do Homem, criou uma imagem reducionista deste conflito teórico-ideológico, através da criação dos conceitos de
escolas geográficas:
Determinismo e
Possibilismo.
Essa consideração reducionista contribuiu para criar imagens errôneas
sobre os dois autores, e por muito tempo Ratzel foi entendido como
simples
determinista geográfico e La Blache como um simples
possibilista geográfico.
Hoje essa concepção foi superada e o recorte abstrato de Febvre foi
relativizado, na medida em que nenhum dos dois Geógrafos enquadrava-se
completamente nas escolas a eles atribuídas.
Durante a renovação pragmática nos
Estados Unidos,
surgiu uma corrente chamada Geografia Teorética, na qual os métodos
quantitativos geográficos agem com métodos numéricos peculiares para (ou
pelo menos é muito comum) a geografia. Por consequência à análise do
espaço,
provavelmente encontrará temas como a análise de rácios, análise
discriminatória, e não – paramétrica e testes estatísticos nos estudos
geográficos. Um expoente dessa corrente no Brasil foi
Antonio Christofoletti, co-fundador da Revista de Geografia Teorética.
Sob a influência da
Fenomenologia de
Husserl e
Merleau-Ponty
foram desenvolvidos estudos de Geografia da Percepção, que valorizam a
construção subjetiva da noção de espaço perceptivo. Inter-relações com a
psicologia de massas e psicanálise, entre outras áreas, garantiram uma
multidisciplinalidade desses estudos na (re)construção de conceitos como
horizonte geográfico, (percepção do) lugar, sociabilidade e percepção
do espaço, espaço esquizoide, entre outros. Alguns textos de
Armando Corrêa da Silva
fazem referência à Geografia da Percepção. Cabe também ressaltar que a
influência da fenomenologia foi importante para o desenvolvimento da
Geografia Humanista.
No final da
década de 1970 iniciou-se um movimento de renovação crítica da Geografia humana, marcado no Brasil pelo encontro nacional de Geógrafos em
1978 no
Ceará.
Esse movimento acompanhou a inserção do marxismo como base teórica do
discurso geográfico humano e assimilou um arcabouço conceitual do
marxismo na construção de teorias sobre a (re)produção do espaço e a
formações sócio-espaciais.
No
Brasil, um representante dessa corrente, conhecida como
Geocrítica ou
Geografia Crítica, foi
Milton Santos.
O geógrafo Armando Corrêa da Silva escreveu alguns artigos sobre as
possíveis limitações que uma adesão cega a essa corrente pode causar.
Na
Itália, Massimo Quaini foi o principal autor a escrever sobre a relação entre a corrente
marxista e a Ciência Geográfica.
O principal veículo de divulgação da
Renovação Crítica da Geografia humana
foi a Revista Antipode, criada em agosto de 1968 nos Estados Unidos,
sob a direção editorial de Richard Peet, então professor na University
of British Columbia. O primeiro artigo da Revista justificava seu
subtítulo – A Radical Jornal Of Geography – escrito por David Stea,
"Positions, Purposes, Pragmatics: A Journal Of Radical Geography",
introduzia no mundo acadêmico uma publicação que viria a ter muita
importância para discussões no âmbito da ciência geográfica.
Antipode já contou a com a participação de Geógrafos como Milton Santos e
David Harvey, que até hoje é um dos colaboradores, além de um grupo de cientistas do mundo todo: Estados Unidos,
Canadá,
Japão,
Índia,
Inglaterra,
Espanha,
África do Sul,
Holanda,
Suíça,
Quênia,
coordenados sob a editoração de Noel Castree da Universidade de
Manchester (Inglaterra) e Melissa Wright da Universidade da Pensilvânia
(Estados Unidos).
Princípios básicos[editar]
As quatro linhas investigativas do estudo geográfico são:
-
localizar no mapa os acidentes geográficos (rio Amazonas, Pico da Neblina, Pantanal, rio Paraná, pico Paraná, Serra do Mar, Ilha do Mel, etc.), localidades (Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, etc.) e povos (brasileiros, estadunidenses, argentinos, portugueses, ingleses, espanhóis, etc);
-
descrever em páginas de enciclopédias, livros didáticos, livros técnicos, jornais, almanaques e revistas as várias regiões do mundo
e estudar as diferenças que existem entre elas (análise das
características históricas, geográficas, demográficas, políticas,
territoriais, econômicas, infraestruturais, culturais dos países, das
subdivisões, das cidades, etc.);
- explicar a origem geológica dos diferenciados acidentes geográficos (planaltos, planícies, rios, montanhas, arquipélagos, ilhas, etc.) da Terra;
- estabelecer relações de espaço entre os acidentes e regiões.
Localização[editar]
Uma das funções importantes da disciplina geográfica é a localização dos lugares diferenciados do
mundo e a interpretação das virtudes e os defeitos que a
localização pode trazer. O homem passou a sair da sua
residência familiar
o mais distante possível, com todas as suas roupas, utensílios de
higiene e outros objetos dentro das bagagens. Assim teve que fazer a
medição das
distâncias e o registro essas
medidas matemáticas. Passou a elaborar o desenho de
mapas
de qualidade inferior para a demonstração das distâncias (quantos
quilômetros vão de um lugar para o outro) e as direções (para onde fica
tal lugar). Durante o
século XV, no início da grande
Era dos Descobrimentos, mais do que nunca eram de grande necessidade os
cartógrafos (profissionais encarregados em desenhar mapas) para fazer o registro dos novos
continentes e
oceanos a serem descobertos.
Os mapas não apenas são a demonstração da localização de um determinado
lugar. Entretanto, neles também aparece sua posição perante a lugares circunvizinhos (
Veja:
mapa).
Descrição dos lugares[editar]
Não são quaisquer seres humanos que estão satisfeitos com o conhecimento de uma só
localização de um determinado lugar do
Terra, como
Paris,
São Paulo, a
África ou o
Ártico. Desejam ter o conhecimento da tipologia de ambiente que é oferecido pela
natureza, e das atividades das
pessoas já feitas no passado. Desejam ter o conhecimento da utilização do
terreno pelos
habitantes, qual é a tipologia das casas construídas, a circunstância e a localização da construção das
rodovias e
ferrovias
e os traços físicos, psicológicos, sociais e cotidianos dos habitantes.
Desejam ter o conhecimento da situação característica das semelhanças e
diferenças entre a região e o demais locais e qual é o significado
dessas similitudes e diferenciais. Em outros tempos, pelos
viajantes eram feitos os relatos desas informações de
viva voz. Atualmente, pelos seres humanos são complementados esses relatórios com dados escritos,
fotografias na superfície do
solo
ou de lugares altos como aviões, mirantes, minaretes, torres,
edifícios, entre outros, e com cartas geográficas feitas com
equipamentos de precisão de extrema eficácia.
Mudanças na face da Terra[editar]
Quase qualquer ser humano já tem observado exemplos de mutação na
superfície do nosso planeta. Certas mudanças o
homem já fez. Exemplos são os seguintes: quando são demolidas as paredes de madeira de uma
favela e no momento em que é alterado e/ou canalizado o
curso-d'água de um
acidente geográfico fluvial. Tais modificações são geralmente de maior rapidez do que as transformações que a
natureza provoca. Um dos exemplos desse tipo é quando a ação da
erosão forma uma grande garganta durante milhões de anos.
Uma grande quantidade de questionamentos ocorre aos geógrafos quando
do exame das modificações que a Terra sofre. Desejam ter o conhecimento
do surgimento circunstancial dos acidentes geográficos em seu local
atual. Desejam ter a resposta para a modificação circunstancial da
superfície terrestre
feita pelo homem, enquanto o ser humano viveu nela. Desejam o
descobrimento da face da Terra na história e do motivo do
desenvolvimento das
cidades em sua localização atual. A pretensão dos
geógrafos é descobrir do motivo do porquê as áreas do mundo têm mais densidade populacional em relação a que outras.
Relações espaciais[editar]
As relações espaciais são de maior interesse tanto dos geógrafos quanto dos
astrônomos. Os astrônomos têm como estudo principal as relações que existem entre os
planetas, as
estrelas e outros
corpos celestes. O estudo dos geógrafos é limitado às relações espaciais entre os pontos do
nosso planeta. Exemplos de estudos podem ser citados como o crescimento circunstancial de um
aglomerado urbano dependente de um acidente geográfico fluvial e as circunstâncias da afetação da
água do rio por influência urbana. Os
profissionais da geografia olham de frente os
seres humanos em suas relações de espaço, tal como os
profissionais da história observam a biografia de um homem em suas relações de tempo.
A preocupação dos geógrafos sempre foi saber a circunstância das relações dos seres humanos com o
globo terrestre. Podem ser limitadas pelas condições da natureza as oportunidades de um homem, como em
formações desérticas, ou ser oferecidas excelentes oportunidades de vida, como num
vale fértil com condições favoráveis para a agricultura. As variações temporais, as
erupções de vulcões
e outras modificações no meio natural podem fazer com que as rotinas
pessoais sejam afetadas. Mas também as próprias pessoas contribuem para
as modificações geográficas. Entre as modificações podemos citar as
queimadas
florestais, o escavamento ou o
represamento dos leitos dos rios
e a erosão do solo. Os esforços compensadores para os danos que
resultam essas alterações integram importantemente os movimentos de
conservação da natureza.
O estudo dos geógrafos inclui também as relações entre vários
elementos. Exemplos podem ser citados a investigação da maneira que as
populações da
Região Nordeste do Brasil são dependentes das
precipitações pluviométricas, e a ligação do clima com o solo nas regiões tropicais da África.
Princípios geográficos[editar]
A elaboração do princípio da extensão foi feita pelo alemão
Friedrich Ratzel. O entendimento desse princípio é a circunstância comportamental de um território durante a
seleção natural das espécies animais e vegetais, em outras palavras, um território em processo de desenvolvimento da sua
economia,
cultura e
governo,
precisa estabelecer sua expansão definitiva. A associação da ideia era
relacionada à área territorial e o entendimento de Ratzel afirma que
qualquer território se movimenta, ou cresce e desaparece.
Também é de autoria de Ratzel a teoria elaborada por ele do
determinismo geográfico. O entendimento dessa teoria afirma que o ser humano é é resultante dos aspectos da
natureza do lugar no qual desenrola sua vida, isto é, a determinação da natureza é a causa dos aspectos do ser humano.
Por exemplo, por mais que o
clima do
Brasil seja
tropical, onde muitas
frutas
nascem de forma natural e por esse motivo sua população tem escassez de
esforço (determinismo), houve elevado crescimento econômico. Esse
crescimento fará com que o domínio territorial do país atinja o
Paraguai e o
Uruguai, nação com grande agudeza crítica.
Os autores da princípio da analogia são
Carl Ritter e
Paul Vidal de La Blache.
Por esses cientistas, foi criada a escola francesa de geografia. O
entendimento desse princípio afirma que o dever da disciplina geográfica
é a descrição de temas diferenciados como
tipos climáticos,
formações vegetais,
acidentes geomorfológicos e
atividades econômicas
e dessa forma, o início da comparatividade. A ideia representava uma
geografia com pretensões ausentes para um julgamento de uma
nação, somente a comparação de um país em relação aos demais.
Por exemplo, enquanto o clima do
Brasil é majoritariamente tropical úmido em sua
faixa litorânea, há possibilidade de que sejam plantadas as inúmeras frutas de maior tamanho e suculência, o clima da
Europa é
temperado e frio e esse tipo climático só é propício quando são plantadas as frutas pequenas, como
amoras,
cerejas e
uvas nos lugares onde faz muito calor.
Causalidade[editar]
A autoria do princípio da causalidade é de
Alexander von Humboldt. O entendimento desse princípio é que qualquer causa provoca efeito; e que qualquer
efeito
provoca causa; a ocorrência das coisas em conformidade com a lei; a
simplicidade do acaso é que se dá um nome a um não-reconhecimento da
lei; há uma diversidade de planos de causalidade, mas não há escapamento
da lei. Tudo o que é feito por alguém, pensado, sentindo qualquer
desencadeamento de ação e reação por esses
pensamentos,
atitudes e
sentimentos, é provocada uma resposta de consequência e subsequência.
A elaboração do princípio da conexidade é de autoria de Jean Brunhes.
A análise geográfica do princípio da conexidade tem origem na ligação
entre
campos de estudos e acontecimentos particulares que ocorreram na
história.
Por exemplo, o
desmatamento da
Zona da Mata Nordestina foi uma situação muito séria. Naquela época, a solução dos países da
OPEP era a diminuição do
petróleo produtivo no ano de
1973. Assim, houveram incentivos do
governo brasileiro para substituir a mata nativa original pela plantação de
cana de açúcar para o desenvolvimento do
álcool combustível.
A elaboração do princípio da atividade também é de autoria de Jean
Brunhes. O entendimento desse princípio é o dever analítico da geografia
para a
vida real. Considera que os fatos permanecem e que a continuidade e não-interrupção existe na ligação entre a
sociedade e a
natureza.
Por exemplo, a situação da desmatamento da Zona da Mata Nordestina
foi muito séria e aparentemente perdurará sempre até o desaparecimento
dos remanescentes da mata nativa original. Isso realmente acontece
devido ao início do
processo colonial do Brasil iniciou no litoral da
Região Nordeste. O processo colonial deu origem à diversidade de
municípios que são as atuais
capitais estaduais, e a função da cana colonial e do
pró-álcool na mudança da formação vegetal. O
governo brasileiro terá a função de
investir em grande quantidade na história da região, quanto for maior a
capitalização regional, mais criação de empregos, maior atração pelo mercado consumidor das
fábricas consumidoras de
matérias-primas e ocupação de novos espaços, talvez em área de remanescentes da mata nativa original.
Um âmbito interdisciplinar[editar]
Os elementos e processos que a geografia analisa também são estudados por outras
disciplinas como a
biológica, a
geológica e a
histórica.
Entretanto, em contraposição à biologia, à geologia e à história, a
geografia faz o exame dos processos e elementos de uma abordagem
própria, levando em consideração as seguintes questões:
-
Enfoque global: boa parte das disciplinas tem como objeto de estudo os fenômenos que ocorrem na superfície da Terra de maneira isolada. Em contraposição, a geografia leva em consideração o planeta
como totalmente constituído de por vários componentes que se
inter-relacionam. Portanto, qualquer um daqueles não é possível de
entendimento sem que haja compreensão das suas ligações com os restos. O
resultado desta interdependência é que toda diversificação em um dos elementos atinge o grupo em grande ou pequeno grau.
-
Escala: pela geografia é feita a análise da superfície da Terra com diferentes graus de detalhe (rua, bairro, cidade, estatoide, país, continente), fazendo a seleção dos elementos e as ligações de maior determinação para cada escala.
-
Diferenciação espacial: a tentativa da geografia é a definição dos aspectos majoritários em cada lugar da superfície da Terra (tipo de povoamento, atividade econômica,
clima, relevo), buscando de maneira simultânea elementos comuns que
favoreçam a delimitação de áreas dotadas de homogeneidade (também
denominadas regiões), e fazer a apresentação de diferenciais ou
similitiude que existem entre espaços que estão nas imediações ou
distantes.
Para representar os
fenômenos distribuídos e localizados como objeto de estudo, são utilizados pela geografia os
conhecimentos, os
método científicos e as técnicas de outras disciplinas auxiliares, como a
cartográfica, a
econômica, a
geológica, a
botânica, a
zoológica, a
ecológica, a
meteorológica, a
estatística, o
urbanística, a
sociológica e a
matemática, com as quais se relaciona de maneira estreita.
A importância da Geografia[editar]
A curiosidade, ou seja, a vontade de saber sobre o nosso planeta
Terra sempre têm incentivado o aprendizado dos seres humanos sobre
geografia. É possível que a curiosidade de um ser humano esteja restrita
à exploração do
riacho
nas imediações, ou ter muita força para buscar a resposta no fim do
mundo. No momento da observação e viagem feitas pelos seres humanos,
ganham seu
conhecimento
geográfico de maneira direta. Porém, somente uma pequena parte da
população de um país tem a oportunidade de viajar para quaisquer lugares
da Terra porque recebem muito dinheiro. Muitas pessoas necessitam
ampliar seu conhecimento geográfico quando vão à biblioteca
ler livros,
dicionários especializados,
enciclopédias, atlas,
almanaques,
jornais e
revistas; estudar
mapas; e ainda assistir
filmes, acessar
sites da
Internet sobre assuntos geográficos, ver
televisão ou então ouvir
rádio.
Desenvolvimento intelectual[editar]
O fato do homem desenvolver o
intelecto recebe o auxílio do conhecimento geográfico. Pelos estudiosos é feito o estudo geográfico no
ensino infantil, no
ensino fundamental, no
ensino médio e no
ensino superior,
por causa do auxílio estudantil destinado ao preparo dos estudantes
para vidas úteis e, bem-sucedidas. Atualmente as pessoas tem a
necessidade de pensamento em nível mundial, e pela geografia é fornecido
um quadro para essa reflexão. As pessoas tem necessidade do
conhecimento da
localização e os aspectos dos mais importantes
acidentes geográficos, naturais ou artificiais. Precisam ter familiaridade com as diferenciadas tipologias
populacionais,
profissionais,
governamentais,
climáticos,
geomorfológicas, de
recursos naturais
e rotas de comércio ou de turismo do mundo inteiro. Os seres humanos
precisam de dados geográficos feitos pelos especialistas a respeito do
seu
país,
Estado,
província,
região ou
cidade.
Mesmo assim, devem estar conscientes do quanto são dependentes da terra
e do quanto tem possibilidade ou direito de alteração do nosso planeta.
A geografia pertence à
educação. Ela fornece auxílio para as
crianças e os
adultos
com o objetivo de leitura e compreensão juntos. Torna favorável a
interpretação de artigos e gráficos em meios de comunicação como
revistas e jornais, e o entendimento de mapas e fotografias de diversos
lugares do mundo. E, o que é de suma importância, o conhecimento
geográfico fornece auxílio às pessoas para a localização dos fatos
históricos em seu ambiente geográfico.
A cidadania inteligente[editar]
Há grande quantidade de problemas sociais que somente é de
compreensão completa se tivermos determinado conhecimento geográfico.
Nos assuntos à nível local ou nacional, tudo o que pode ser decidido a
respeito sobre situações problemáticas como o
abastecimento de água e a
irrigação são decisões dependentes de um conhecimento de geografia. O acerto das
fronteiras municipais também exige algum conhecimento da
geografia regional.
Pelo contrário, a
cidadania
inteligente vai muito além das fronteiras locais ou nacionais.
Diretamente ou à maneira indireta, qualquer um de nós exerce uma função
nas assuntos mundiais. Quaisquer país mantém relações comerciais com o
restante do mundo e fornecem auxílio à formação da
opinião mundial. Apenas com determinada quantidade de teorias
geoeconômicas mundiais os seres humanos estarão aptos a assumir uma postura verdadeira que está relacionada ao ranking de seu país na
atividade comercial mundial.
Cooperação com outras áreas do conhecimento[editar]
O conhecimento e as metodologias de estudo da geografia são possíveis
de serem usados em outras áreas do conhecimento, da mesma forma como
outras áreas do conhecimento e métodos dão auxílio ao profissional da
geografia. As pessoas que estudam geografia tem necessidade de
conhecimento da
história.
Por sua vez, darão contribuição para as teorias sobre o passado dando
ajuda para a localização de pessoas e fatos que ocorreram em seus
lugares geográficos. Exemplificando, para ter o entendimento da
Guerra de Canudos, tem que conhecer profundamente o
relevo do Estado da Bahia.
A geografia é responsável pela cooperação com demais áreas do
conhecimento na análise de situações problemáticas como a conservação da
fauna e da flora, a ligação do contingente populacional com os recursos
financeiros, e a procedência e o espalhamento das espécies dos
reinos Plantae e
Animalia em todo o mundo.
Contribuição para uma viagem inteligente[editar]
A sabedoria utilizada pela geografia dá a sua contribuição para as pessoas
viajarem
com inteligência e compensação. Descobre novos lugares do mundo
conforme o desejo de visita da pessoa. A geografia tem o poder de
observar claramente o que significam as
pedras em formato circular que o turista pisa em cima quando está andando na margem do rio. Ou tem o poder de explicação da
paisagem dos
Andes, onde o viajante passa quando dirige-se viajando ao
Peru, mas trata-se de uma tarefa perigosa para a saúde imunológica do
esôfago humano, principalmente na hora da leitura de livros sobre o assunto, contribuindo negativamente para o regurgitamento de
pratos típicos das
culinárias boliviana e
peruana, por ocasião do almoço de um turista num
restaurante em
La Paz,
capital da Bolívia. A solução seria
ler folhas de papel brancas impressas dos artigos da
Wikipédia em português ou livros publicados pela
PediaPress com conteúdo desses documentos.
Na indústria e no comércio[editar]
A geografia possui valiosa importância prática em diversos campos
industriais e
comerciais. Exemplificando, os trabalhadores do setor industrial precisam ter conhecimento do lugar de onde são extraídas suas
matérias-primas. Tem necessidade de conhecimento a respeito dos
meios de transporte e das
rotas de
transporte, e os
mercados que desejam prestar serviços necessários. O envio dos
produtos
aos comércios de determinados lugares tem o poder de exigência das
embalagens especiais para evitar o estrago dessas mercadorias devido às
chuvas de verão à aridez do deserto. Os
camponeses são obrigados a ter minucioso conhecimento sobre o
solo e a
topografia de seus
terrenos, e são obrigados a se familiarizar com o
tempo e o
clima.
A função social[editar]
Uma imagem tradicional da disciplina geográfica é a de uma área do conhecimento cuja dedicação é a memorização dos topônimos de
lugares e
acidentes geográficos (
países,
territórios,
capitais,
municípios,
estados,
províncias, departamentos,
distritos,
bairros,
povoados,
vilas,
comunidades,
rios,
montanhas,
ilhas,
arquipélagos,
penínsulas,
cordilheiras,
serras,
lagos,
lagoas,
baías,
promontórios,
praias,
oceanos,
mares,
golfos,
ferrovias,
rodovias,
hidrovias,
fazendas,
edifícios,
condomínios, etc.). Este entendimento está inteiramente afastado da vida real de hoje.
A geografia é uma disciplina socialmente importante, porque é o estudo das ligações entre a
população e o
território em que vive. Mas também, é a única disciplina que tem a capacidade de falar sobre os problemas espaciais a partir de um
panorama
global, pois leva em consideração os elementos complexos e as ligações
ocorridas na superfície da Terra, tornando proporcional instrumentos de
representação gráfica de todos os fenômenos ou atividades a serem
desenvolvidas.
O cosmos de Humboldt[editar]
A obra
Cosmos foi publicada de
1845 até
1862. Esta obra é de autoria do geógrafo alemão
Alexander von Humboldt.
Von Humboldt compilou boa parte das sabedorias de geografia que
existiam naquela época e fez diversos contributos de metodologia:
-
Método comparativo: Von Humboldt fazia a comparação das paisagens especiais. Analisava as paisagens espaciais com as de outras regiões do nosso planeta. Von Humboldt fez isso para o encontro das relações generalistas e os elementos comuns que os originavam.
-
Perspectiva histórica: Até o século XVIII
a crença da ciência era a imobilidade da natureza. Entretanto, a
estruturação da análise por Von Humboldt considerou a evolução do planeta. Isso se deve ao fato de que a história da Terra é a explicação de sua situação de hoje.
-
Análise da distribuição espacial: É necessário para estudar como se inter-relacionam os diferenciados fenômenos da natureza que existem em nosso planeta.
Os métodos de cartografia utilizado por Von Humboldt ainda estão em
voga. Exemplos podemos citar as isotérmicas, que são linhas unidas e
possuidoras da mesma média térmica.
Geógrafo e Professor de Geografia[editar]
No Brasil, o Geógrafo é o profissional que fez o Bacharelado em
Geografia, legalmente habilitado através da Lei 6664/79, no qual
remete-se ao registro no
CREA- Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura- de seu estado.
A diferenciação profissional entre um Geógrafo e um Professor de
Geografia é que o Geógrafo possui habilitação para emissão de pareceres
técnicos, desde que regularmente associado ao CREA, assim como para a
elaboração de EIA/RIMA, podendo também prestar concursos públicos para
quadros estatais que precisem de bacharelados.
Já o professor de Geografia é o profissional que tem titulação de
Licenciado em Geografia, podendo exercer legalmente apenas as funções de
docência, do 6º ano ao 9º ano do Ensino Fundamental (antigas 5ª a 8ª
série), e todo o Ensino Médio de uma mesma escola.
Para lecionar no Ensino Superior, tanto o licenciado quanto o bacharel, o requisito é um curso de
mestrado,
não necessariamente na Geografia, mas também nas áreas afins. A
obrigatoriedade fica por conta de cada edital de concurso ou da política
interna das universidades.
Historicamente, o geógrafo vem perdendo colocação no mercado de trabalho para o Engenheiro Ambiental e
geólogo,
devido à visão segmentada do conhecimento que o mercado exigiu nos
últimos anos, pois o geógrafo não se compatibiliza com análises
segmentadas e sim é capacitado para lidar com a visão de totalidade que
envolve as análises das dinâmicas sócio-espaciais, seu principal objeto
de estudo.
Apesar de nos últimos anos o próprio modo capitalista de produção ter
contribuído para a segmentação do conhecimento, há uma tendência no
mercado de trabalho onde é importante ter a capacitação de analisar a
totalidade dos fenômenos de maneira interdisciplinar. Dessa forma o
Geógrafo acaba sendo um importante profissional cada vez mais designado
para coordenar equipes multidisciplinares devido a sua formação
abrangente.
Contudo, os Geógrafos vem nesta última década, ganhando considerável
espaço no mercado de trabalho no Brasil e no mundo, em função
principalmente de novas tecnologias, que estão sendo aliadas para a
conversão e produção de trabalhos em meio digital.
Frente ao Mercado de trabalho Atual no Brasil, alguns profissionais
compartilham informações em comum, são estes os : Geógrafos, Engenheiros
Agrimensores, Engenheiros Cartógrafos, principalmente.
No dia
29 de maio comemora-se o dia do geógrafo.
Métodos da geografia[editar]
Mapeamento e medições[editar]
O mapa é considerado o verdadeiro
banco de dados do
profissional da geografia. Como a disciplina geográfica é responsável por trabalhar com exemplos de
onde fica, como se distribui, quais são os aspectos regionais e como se inter-relacionam os fenômenos no
espaço geográfico, como se vê e
mede acuradamente a
superfície terrestre, do mesmo modo que registrar e localizar os lugares nos mapas são primordialmente importantes.
De maneira comum, são utilizadas as medidas
latitudinais e
longitudinais para a localização de um lugar da superfície global. Apesar disso, sempre houve o esbarramento das medidas longitudinais nos
fusos horários problemáticos (o "deslocamento" do
Sol leva em média um grau a cada quatro
minutos). O
cronômetro
aperfeiçoado foi a solução dessa problemática. No entanto, há muitos
anos, pertencia à qualquer nação a propriedade de uma sistemática de
numérica dos meridianos. O reconhecimento final de um acordo internacional de 1884 estabeleceu como
primeiro meridiano (isto é, 0º de longitude) uma linha imaginária que se estende do pólo Norte ao pólo Sul, atravessando o
Greenwich, nas imediações de Londres.
As maiores distâncias medidas eram feitas, de maneira primitiva, em viagens prolongadas a
pé, de
camelo, a
cavalo ou por por outros meios. Um modo prático de medição de distâncias pelas águas do mar se desenvolveu no
século XVI, quando era jogado uma tora de
madeira na
água salgada
e era feita a medição do tempo da cobertura de uma tora estacionária
para a definição de uma determinada distância sobre a marcação de uma
linha com nós. O controle da
navegação por satélite artificial passou a ser comumente aceito no final do
século XX. Todavia, para um navio veloz ainda é feita a medição em nós. A adoção do metro na França ocorreu no final do
século XVIII e a substituição gradual das antigas
unidades de medida em boa parte do mundo por volta dos séculos XIX e XX.
As áreas pequenas podem ser mapeadas por uma metodologia a que se dá o nome de
triangulação.
Por exemplo, o uso da triangulação é feito nos mapas de topografia. É
tomada uma linha referencial, a medição em todas as unidades, como um
dos lados de um
triângulo
cujo cálculo de ambos os demais lados é feito pela medição dos ângulos
em ambos os pontos extremos da linha referencial. A proporcionalidade
dos ângulos favorece as medições com maior precisão do que os
distanciamentos, através de instrumentos como o
teodolito. A utilização desse método foi feita em que se realizaram grandes levantamentos na
Europa e nas
Américas
entre os séculos XVIII e XX. A Terra foi representada de maneira
completa, ou então por meio de projeções cartográficas próprias para a
elaboração de
mapas. Mas isso foi sempre uma problemática maior.
Em
1492, foi concluído pelo navegador e profissional da geografia alemão
Martin Behaim um
globo terrestre
construído. O seguimento e a orientação dos navios linha reta pelo
desenho de mapas no plano não tiveram alcance à espera dos pontos. Foi
criado por Mercator um sistema de projeção -- objeto de conhecimento
como
projeção de Mercator -- pelo qual os seguimentos dos
navios
através de linhas retas alcançavam a indicação dos pontos no mapa.
Apesar de sua excelência em qualidade para a navegação, insuficiência do
método não permitiu a maioria das comparações geográficas. Isso se deve
ao fato de que a apresentação do tamanho das áreas em latitudes ora
mais altas ora mais frias teve um aumento grosseiro. Exemplificando, a
Groenlândia, tinha um a aparência muito grande do que a
América do Sul. Por mais incrível que pareça, a fração da Groenlândia é inferior a um oitavo da área daquele
subcontinente. Sob nenhuma característica pode ser feita a representação exata da Terra no
papel, pois há necessidade de distorção do
ângulo, da
distância ou da
escala.
São utilizados pelos geógrafos modernos o desenho de mapas com o
privilégio concedido à uma projeção das proporções das áreas. Porém, de
qualquer maneira, a distorção da projeção adultera formas e distâncias,
especialmente nas extremidades do mapa.
Com o crescimento do saber especializado, a maneira como é medida o
formato da Terra passou a fazer parte da disciplina a que se dá nome de
geodésia. Os mapas construídos com a adequação das projeções teve evolução para a área da
cartografia.
A cartografia é uma disciplina cuja ocupação é representar os fenômenos
espaciais acima de um plano, apesar da permanência dos mapas como os
principais apetrechos geográficos nos
gráficos representados e na grande quantidade de dados
físicos,
biológicos,
históricos,
econômicos,
políticos e
sociais. analisados. Além da
cartografia, especialmente importante para o profissional da geografia, são também de fundamental importância a
estatística e a
informática.
Aerofotogrametria e sensoriamento remoto[editar]
No
século XX, foram feitos grandes avanços na superfície terrestre observada devido à
aerofotografia empregada e, posteriormente, pela
captação de imagens por meio de
satélite. A primeira utilização teve início na época da
Primeira Guerra Mundial
e um novo campo profissional foi originado. Esse campo profissional tem
por finalidade a interpretação das fotos. Hoje em dia, há um grande
número de modalidades e aplicações da
fotografia aérea, incluindo os
raios infravermelhos a serem utilizados.
Ainda de maior revolução foi a rapidez da evolução, desde o final dos
anos 50 do século XX, do sensoriamento remoto feito através de satélites artificiais. O primeiro satélite feito para monitorar o clima foi o
Nimbus. O satélite Nimbus teve seu lançamento em
1964. A partir daí, a combinação de seu uso em relação aos
satélites de comunicação
favorece a simultaneidade do estudo do clima em várias regiões do
mundo. A contribuição dos satélites foi a determinação precisa do
formato da Terra e muitas irregularidades que foram reveladas pelos
satélites artificiais, propriamente ditos, não tiveram ainda
reconhecimento.
Campos relacionados[editar]
-
Planejamento urbano, planejamento regional e planejamento espacial:
uso da ciência geografia para ajudar a determinar como desenvolver (ou
não desenvolver) uma área para cumprir um critério particular, como
segurança, beleza, oportunidades econômicas, a preservação de
construções ou paisagem natural, etc. O planejamento de cidades, e áreas
rurais pode ser vista como uma aplicação da geografia.
-
Ciência regional: Na década de 1950 o movimento da ciência regional liderado por Walter Isard
surgiu para providenciar uma base mais quantitativa e analítica para
questões geográficas, em contraste com a tendência descritiva dos
programas de geografia tradicional. A ciência regional compreende o
corpo de conhecimento no qual a dimensão espacial possui um papel
fundamental, como a economia regional, administração de recursos, teoria da localização, planejamento urbano e rural, transporte e comunicação, geografia humana, distribuição da população, ecologia de paisagem, e qualidade ambiental.
-
Ciência planetária: Enquanto a disciplina de geografia é normalmente relacionada com a Terra, o termo pode também ser usado informalmente para descrever o estudo de outros planetas, como os planetas do Sistema Solar e mesmo além. O estudo dos sistemas maiores que a terra é normalmente parte da Astronomia ou Cosmologia. O estudo de outros planetas é chamado de ciência planetária. Termos alternativos como Areologia (estudo de Marte) tem sido propostos, mas não têm sido largamente usados.
Técnicas geográficas[editar]
A geografia, em seus estudos para a compreensão do mundo, utiliza-se
de alguns instrumentos essenciais para algumas de suas áreas. Produções
como os
mapas
são a base para muitas das análises e observações realizadas pelos
diversos campos, e a evolução das técnicas instrumentais acaba
influenciando muito a evolução da própria geografia. Assim foi com o
surgimento das imagens de sensoriamento remoto e os Sistemas de
Informações Geográficas. Cada técnica instrumental acaba então fundando
uma área da ciência para si própria.
Sistema de Informações Geográficas[editar]
Sistemas de Informações Geográficas (SIG) tratam do armazenamento de
informações sobre a Terra para visualização e processamento através de
um computador, de forma precisamente apropriada à informação que se
deseja fornecer. Além de todas as outras subdisciplinas da geografia,
especialistas em SIG precisam entender técnicas de
computação e sistemas de
banco de dados.
O SIG revolucionou o campo da cartografia, e praticamente toda a
fabricação de mapas de hoje em dia é feita com a ajuda de alguma forma
de software SIG. SIG também se refere à ciência do uso de tais softwares
e suas técnicas de representação, análise e previsão das relações
espaciais.
Sensoriamento remoto[editar]
Sensoriamento remoto é a ciência da obtenção de informações sobre as
características da Terra através de medições feitas à distância. Dados
sensoriados remotamente vêm de várias maneiras como por
imagens de satélite,
fotografias aéreas
e dados obtidos por sensores manuais. Geógrafos utilizam cada vez mais
dados obtidos por sensoriamento remoto para conseguir informações sobre a
superfície
terrestre, o oceano e a atmosfera, pois esta técnica: a) fornece
informações objetivas em várias escalas espaciais (de local a global),
b) fornece uma visão sinóptica da área de interesse, c) permite o acesso
a locais distantes e/ou inacessíveis, d) fornece informações espectrais
fora da porção visível do
espectro eletromagnético,
e e) facilita o estudo de como as características e as áreas mudam
através do tempo. Dados de sensoriamento remoto podem ser analisados
tanto independentes como juntos de outras camadas digitais de dados
(como por exemplo nos SIG).
Métodos geográficos quantitativos[editar]
A
Geoestatística trata de
análise quantitativa,
especificamente a aplicação da metodologia estatística à exploração de
fenômenos geográficos. Geoestatística é utilizada extensivamente em uma
variedade de campos incluindo:
hidrologia,
geologia, exploração de
petróleo,
análises climáticas,
planejamento urbano,
logística e
epidemiologia. A base matemática para a geoestatística deriva da
análise de clusteres,
análise linear discriminante e
testes estatísticos não-paramétricos. Aplicações da geoestatística dependem muito dos
Sistemas de Informações Geográficas, particularmente da
interpolação (estimativa) de pontos não-medidos. Geógrafos têm feito contribuições notáveis ao método das técnicas quantitativas.
Métodos geográficos qualitativos[editar]
Métodos geográficos qualitativos, ou técnicas de pesquisa etnográficas são utilizados pelos geógrafos. Na
geografia cultural há uma tradição do emprego de técnicas de
pesquisa qualitativa, também utilizada na
antropologia e na
sociologia.
Observações participativas e entrevistas em campo fornecem aos geógrafos humanos dados qualitativos.
Notas
-
↑ Há
exemplos de elementos estudados pela geografia que tem influência ou
ação recíproca entre si como no caso do Brasil: o relevo elevado do sul
do país influi no clima frio, as águas dos rios abastecem as grandes
cidades através de estações de tratamento de esgoto, as usinas
hidrelétricas são responsáveis pela produção de energia nas usinas
hidrelétricas, o solo massapê é propício para a produção de
cana-de-açúcar, a vegetação de campos e o relevo do primeiro planalto
paranaense favoreceram a construção de Curitiba ao longo dos tempos.
-
↑ Os
textos sul-americanos de Humboldt compreendem trinta volumes publicados
em trinta anos. Compõem-se de livros científicos, atlas, tratados de
geografia e economia sobre Cuba e o México, uma narrativa de suas
viagens e um Examen critique de l'histoire de la géographie du Nouveau
Continent (Exame crítico da história e da geografia do novo continente).
Humboldt escreveu seus textos científicos em colaboração com outros
cientistas. Dedicou o volume consagrado à geologia a seu amigo Goethe.
Em seu Kosmos, cujo objetivo era de comunicar a excitação intelectual e a
necessidade prática da pesquisa científica, ele descreve em cinco
volumes todos os conhecimentos da época sobre os fenômenos terrestres e
celestes.
Referências
-
↑ Dicionário Caldas Aulete da Língua Portuguesa. Verbete "Geografia" (em português). Página visitada em 15 de agosto de 2012.
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J (2000), «El término geografía aparece entre los griegos en el siglo
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gráfica de la Tierra, su imagen o pintura. Éste es el sentido que le da
Eratóstenes». Los horizontes de la Geografía,Ed. Ariel, p 41.
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